Ensino de Mandarim já chegou a 1127 alunos do concelho
Ensino de Mandarim já chegou a 1127 alunos do concelho
03-02-2023

O projeto de ensino de mandarim que advém de uma parceria entre o Município de Braga e o Instituto Confúcio da Universidade do Minho está a ser implementado desde 2016 com recurso a aulas e dinamização de diversas atividades relacionadas com a Língua e a Cultura chinesas, visando promover a aprendizagem de uma das línguas mais faladas à escala mundial.

No ano letivo 2022/2023, 286 alunos de escolas públicas do concelho de Braga beneficiam do projeto que começou com 80 alunos e cuja procura tem crescido substancialmente. Desde 2016 a 2022, frequentaram as aulas de mandarim cerca 1127 alunos do concelho.

Através de um protocolo com o Instituto Confúcio da Universidade do Minho, o Município de Braga responde ao crescente interesse da comunidade em conhecer a cultura chinesa, contribuindo para o desenvolvimento intelectual das crianças.

Este projeto, que abrange maioritariamente alunos do 2º ciclo de escolaridade, encontra-se a ser desenvolvido em 10 Agrupamentos de Escolas. As escolas recetoras do projeto são: EB2/3 André Soares, Celeirós, Francisco Sanches, Frei Caetano Brandão, Gualtar, Lamaçães, Nogueira, Palmeira, Trigal Santa Maria e Real. A introdução do mandarim como uma das opções de Língua Estrangeira proporciona aos alunos maior possibilidade de escolha, permitindo que iniciem (ou retomem) a aprendizagem da língua mais falada no mundo.

A vereadora da Educação assistiu a uma aula de mandarim na EB 2/3 Trigal Santa Maria e salientou a importância de alargar a oferta do ensino da língua estrangeira na escola. «Vivemos num contexto cada vez mais europeu e mundial nas nossas escolas. As crianças e jovens são cidadãos do mundo e é também nesta perspetiva global que enaltecemos o projeto de ensino de mandarim. É um projeto não só valoroso para os nossos alunos, mas também para as crianças e jovens chineses que frequentam as nossas escolas. Esta é uma forma de praticar inclusão e integração. Ao aprender mandarim os nossos alunos estão capazes de comunicar com os colegas que chegam da China ou de outros países onde esta é a língua materna. Julgo que não seria descabido pensar o currículo de forma a abranger a nova realidade social. Estamos perante uma nova vaga de migração. As escolas têm alunos de várias nacionalidades e talvez fosse preciso pensar o ensino da língua da maneira mais inclusiva e integradora possível».

«A parceria com o Instituto Confúcio tem sido fortalecida ano após ano, refletindo-se num aumento considerável de alunos que frequentam a disciplina. Assim, consideramos fundamental pensar na hipótese de aumentar a equipa de Professores a lecionar mandarim para que, assim, a oferta possa abranger mais turmas. Gostávamos de alargar o projeto do ensino de mandarim a mais escolas, assim como estabelecer parcerias entre escolas de Braga e escolas chinesas, de modo que exista uma espécie de intercâmbio cultural.

A vereadora acrescenta ainda que a grande mais-valia da aprendizagem das línguas é que necessitamos delas para comunicar e a comunicação é precisa em todos os contextos profissionais.

Recorde-se que a oferta de aulas de mandarim nas escolas do Concelho, consta do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Braga (2014-2026), desenvolvido pela InvestBraga. Esta é uma aposta do Município para diversificar a oferta educativa.

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